Incertezas são um saco. Mas isso é o mais comum na adolescência, além da pressão, claro.
Nos olhamos no espelho e sempre queremos mudar algo, nunca estando completamente satisfeito com o corpo,  na maioria das vezes, não temos certeza de absolutamente de nada em relação à isso.
É um período de muitas paixões e poucos amores, pelo menos na minha opinião. Então, temos dúvidas em começar ou não um relacionamento, em beijar, ou mesmo ter a tão chamada "primeira vez".
Afinal, as pessoas esperam demais para quem acabou de começar a vida. E a de você se tiver uma mente brilhante, a pressão aumenta muito mais, pois todos tem grandes expectativas para o seu futuro, e parece que todo mundo sabe o que você deve fazer, menos você. Alguns falam sobre engenharia, medicina e direito, e talvez tudo o que você queira fazer é a velha e boa faculdade de geografia. Todos falam de dinheiro e em como tudo que se faz agora será reflexo de amanhã. Às vezes não podemos ter 10 reais que já gastamos, imagina com um salário na conta e um shopping na frente.
Muitos dizem, como a mídia, de grandes feitos de jovens adultos com cérebros gigantes e nos sentimos pequenos. Mas é como a mãe diz: "Você não é todo mundo", o que basicamente quer dizer que todos somos diferentes e temos dificuldades diferentes, paixões distintas, etc.
O lance todo, é saber que essa fase é a que vai mudar muita coisa. Onde deixamos de ser meninas e passamos à ser mulher, assim como os meninos que passam à ser homens (alguns não, lógico), e preocupações surgem além das notas da escola. Percebemos que corações partidos não estão só em filmes e livros e que podemos nos decepcionar infinitas vezes, mas que no fim, o amor vale a pena.
Onde perdemos contato com antigos amigos e descobrimos novos. É aprender acima de tudo, que as dúvidas nunca vão parar de existir e que mais incertezas surgirão em nossa mente ao longo de toda a vida. Afinal, a frase marcante de um grande filósofo da história mundial é: "Só sei que nada sei", então, porque nos forçamos a ter tenta certeza na vida?


Nota: Depois de um bom tempo apareci, desculpem! Mas esse texto tem muito a ver com isso, afinal, estamos em um período em que o estudo aperta, e que temos que estudar pro ENEM e estagiar (no meu caso), então é uma fase que vários estão passando e quis trazer nesse texto isso, para falar que você não está sozinho! Beijos. 



                                                              



Arrumava meu guarda-roupa quando encontrei um álbum de fotos de quando eu era criança. A foto que mais me chamou atenção foi uma de quando eu tinha sete anos. Dez anos atrás e eu nem imaginava metade das coisas que me aconteceram. E eu fiquei pensando que, se eu pudesse, eu diria algumas coisas para aquela menininha que tão pouco sabia sobre a vida e sobre tudo. Eu diria para ela não perder tanto tempo com coisas fúteis. Diria para não ser materialista - a coisa mais bonita e honrosa que podemos ter, o amor, não é material; desprenda-se. Eu diria para ser forte, pois a fase mais difícil de sua vida começaria em poucos anos e ela precisa estar preparada. Diria para não se preocupar com coisas bobas agora, para não chorar à noite por medo, nem evitar o sono por não querer ter pesadelos. Diria para dormir e sonhar enquanto pode. Diria para abraçar forte os seus pais, pois com o tempo eles desistirão de tratá-la como menininha - por mais que digam que para sempre ela será a sua menininha. Diria para correr, pular, gritar, dançar, e fazer o que quiser; quando se é criança, as pessoas têm cautela ao julgar e as responsabilidades ainda não são capazes de privá-la de qualquer coisa. 
Eu a diria para andar com as pessoas certas, pois elas serão o que fará o caminho valer a pena. Também diria para não ter medo da mudança. De seguir o fluxo e, assim, não se machucar. Eu a diria para preservar os cafunés de avó e os dias em que acordava cedo para assistir desenho, mesmo que só estudasse à tarde e pudesse dormir mais um pouco. Eu a diria que nem tudo é como os filmes contam, nem mesmo o Ensino Médio, e diria que aquela sua ideia de que com 15 anos muita coisa já vai estar como nossos sonhos, é uma pura utopia. Melhor dizendo, é um sonho de garota criada pela Disney. E eu não estou dizendo que é errado; só que a vida real é um pouco mais amarga.
Para eu de 7 anos, eu diria que dez anos depois, apesar dos pesares, eu estou feliz. E que os cortes, as dores, todas as lágrimas que nós derramamos, serão necessárias. Mas passarão. Ah, e antes que eu me esqueça: eu diria para aquela menininha se amar, independente de seu corpo, seus ideais e as pessoas ao seu redor. Diria para olhar-se no espelho e ver-se bonita, gostar de si mesma para que, depois, não seja tão difícil reconstruir uma autoestima tão acabada. E, claro, diria que ela vai amar muito! Todas as pessoas que ela puder. E vai querer levar um monte delas consigo para sempre. E tem uma, em específico, que ela quer realmente preservar, cultivar, amar, cuidar... Por toda a vida. E ela, menina de 7 anos, não precisa se preocupar com isso agora. Apenas preocupar-se em ser grata pelo que ela tem no agora. Porque no tempo certo tudo vem a acontecer. Não vai ser diferente com ela. 



Todo dia é uma luta. Sim, eu sei que é. Tanto pra você, quanto pra mim. Manter-se vivo e sob controle, não perder a cabeça com qualquer besteira, estar sóbrio... Exigem demais de nós, não acha? Querem que sejamos fortes. Eu tenho tentado com toda a força que consigo, mas talvez ainda seja pouco em comparado às batalhas do outros - e venho agora fazendo aquilo que eu mais detesto, comparando-me e colocando-me em parâmetros que não são cabíveis. Odeio fazer isso. Odeio quando fazem isso comigo e acabaram me envenenando para fazer o mesmo. Comigo mesma. E parece que eu tenho mesmo perdido a cabeça, assim como o sono e qualquer esperança restante. Todo dia um 7 a 1 diferente.
E até 10 a 1. 14 a 1. Infinito a um. Os meus sentimentos têm sido cada vez mais intensos. Aqui dentro, eu sou gigante. E por ser gigante, eu tenho um universo de emoções, elas saem de mim de diversas formas. Tenho contido às palavras, mas até mesmo elas têm sido pequenas. Dá pra acreditar que eu tenho meu futuro em mãos mas não posso simplesmente pô-lo em prática porque ser professora de Português/Literatura "não dá dinheiro"? É cômico, não? Pra não dizer que é trágico.
Tenho vivido em uma corda bamba e nem sou lá essas coisas todas equilibradas para manter tudo nos trilhos. Eu faço o que posso e na medida do possível, o meu caos não tem me engolido. Mas as palavras fora de contexto e jogadas ao léu, sim, estão presentes. Sou como um caça palavras sem a lista de palavras a serem encontradas - me buscam sem saber ao certo o que se está buscando; como um quebra-cabeças que algumas peças faltam e as que tem, são mudadas o tempo inteiro, porque eu sou muito instável. São poucas as certezas que tenho e que mantenho. Mas são fortes as minhas convicções. Tenho coisas, amo alguém (o alguém mais certo) e sou um turbilhão de coisas, o que eu quiser ser. Isso é imutável. Isso é pra vida toda.
E diante de todas as minhas nuances, eu espero que uma parte em mim tenha se organizado. Espero que ao fim de tudo, os meus intervalos entre uma inspiração e outra sejam mais lentos e a minha mente já tenha achado um novo rumo. Só não pense que sou doida (pejorativamente), de forma alguma. Só tenho feito de tudo para ser feliz, nem que pra isso eu tenha que sobreviver com meu salário de professora, ou passar a vida ouvindo "você poderia ter sido uma excelente psicóloga". Eu tenho amor, aqui dentro e fora. Eu tenho a quem amar, que me faz inteira, que me faz única, quem me faz melhor. Eu tenho isso aqui, a oportunidade de escrever e a não-obrigação de fazer algum sentido. Simplesmente ser. Já tenho tudo o que preciso. Eu não quero de mais nada, nem ninguém.


Desejo que depois de toda tempestade sua, surja o sol que pra mim também surge. Até a próxima chuva!